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A feira livre está comemorando 100 anos hoje. Em 25 de agosto de 1914, foi realizada a primeira feira livre da cidade de São Paulo e de todo o Brasil. A feira foi uma iniciativa da Prefeitura da cidade para organizar os documentos de cerca de 30 chacareiros da Grande São Paulo. Na maioria de origem portuguesa, eles se reuniam no Largo General Osório para comercializar as sobras dos produtos que não tinham sido comprados pelas quitandas e empórios.

Feira livre

O pastel, hoje grande atração da feira livre paulistana, só ganhou popularidade por aqui nos anos 1940. Os imigrantes chineses, na verdade, já faziam pastel em São Paulo desde 1890. Mas o comércio dos pastéis era discreto até o final da Segunda Guerra, quando São Paulo recebeu um contingente de refugiados japoneses. Os japoneses, que junto aos italianos e aos alemães formavam a potência do Eixo, tinham medo de sofrer preconceito no Brasil, que apoiava a ação dos Aliados na guerra. Aproveitando-se da ignorância ocidental quanto às diferenças entre as culturas orientais, os japoneses camuflaram-se entre os chineses, imitando seu modo de vida. Um dos hábitos que adotaram foi o de fritar pastéis. Disfarçados de chineses, os japoneses abriram pastelarias em São Paulo e popularizaram o salgado. O quitute foi adaptado da receita chinesa do rolinho primavera, feito de massa de arroz e recheado com legumes e carne de porco. Aqui, o recheio foi logo trocado para carne bovina, que agradava mais ao gosto do brasileiro.

O-melhor-pastel-de-feira

Há outra versão para a origem do pastel brasileiro, que teria sido trazido ao país pelos europeus, no período da colonização. “Desde o século 17 temos algumas preparações de massas fritas recheadas em Portugal, mas não podemos dizer que se trata de uma mesma coisa”, esclarece Sandro Dias, professor de História da Gastronomia do Centro Universitário SENAC. “O pastel, tal como o conhecemos, é relativamente recente: sua configuração atual se desenvolveu nos primeiros anos do século 20”.

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